Custos Ocultos na Compra de Imóvel que Todo Comprador Deve Conhecer

Publicado em 28/07/2026
Custos Ocultos na Compra de Imóvel que Todo Comprador Deve Conhecer

Planejar a compra de um imóvel vai muito além de avaliar o preço anunciado. Existem custos na compra de imóvel que costumam surpreender quem não se preparou, comprometendo o orçamento e até inviabilizando o negócio. Na FR Prime, orientamos nossos clientes a enxergar o processo completo antes de assinar qualquer documento.

Por Que os Custos Extras Pegam Tantos Compradores de Surpresa

A maioria das pessoas pesquisa o valor do imóvel, simula o financiamento e acredita que está pronta para comprar. O que poucos consideram é que os encargos adicionais podem representar entre 5% e 10% do valor total da transação.

Esses valores não aparecem no anúncio, não estão na simulação do banco e raramente são mencionados no início da negociação. Conhecê-los com antecedência faz toda a diferença no planejamento.

Os Principais Custos na Compra de Imóvel

Nossos consultores listam abaixo os encargos mais comuns que todo comprador deve incluir no orçamento desde o início.

1. ITBI: Imposto de Transmissão de Bens Imóveis

O ITBI é um imposto municipal cobrado no momento da transferência da propriedade. A alíquota varia conforme o município, mas em geral fica entre 2% e 3% do valor venal do imóvel ou do valor da transação, o que for maior.

Em Volta Redonda, esse valor deve ser pesquisado junto à prefeitura antes do fechamento do negócio. Ignorá-lo pode gerar um impacto financeiro relevante no momento do cartório.

2. Escritura e Registro em Cartório

A escritura pública é obrigatória em transações à vista. O registro no cartório de imóveis formaliza a transferência de propriedade e é indispensável para que o comprador seja reconhecido legalmente como dono do bem.

Ambos têm custos tabelados pelos estados, mas variam conforme o valor do imóvel. Em média, somados, eles representam entre 1% e 2% do valor negociado.

Outros Encargos Que Merecem Atenção

Além do ITBI e do cartório, existem outras despesas que entram na conta e que muitos compradores não antecipam.

  • Taxa de avaliação bancária: cobrada pelo banco para avaliar o imóvel antes de aprovar o financiamento.
  • Seguro habitacional: obrigatório nos contratos de financiamento, embutido nas parcelas ao longo dos anos.
  • Taxa de corretagem: varia entre 5% e 6% do valor do imóvel e, dependendo do contrato, pode ser responsabilidade do comprador.
  • Vistoria técnica: opcional, mas recomendada. Um laudo profissional pode evitar surpresas estruturais após a compra.
  • Mudança e adaptações: reformas iniciais, pintura, instalação de armários e transferência de residência têm custo real e precisam estar no planejamento.

Cada um desses itens, isoladamente, pode parecer pequeno. Juntos, representam um volume significativo de recursos que precisa estar disponível além do valor de entrada.

Como Se Planejar de Forma Realista

Acreditamos que a decisão de comprar um imóvel deve ser tomada com base em números reais, não em estimativas otimistas. Por isso, orientamos nossos clientes a reservar uma margem de segurança de pelo menos 8% do valor do imóvel para cobrir todos os encargos envolvidos na transação.

Esse valor deve estar disponível em dinheiro, separado da entrada e do fundo de emergência pessoal. Financiar os custos cartoriais, por exemplo, não é possível na maioria dos contratos de crédito imobiliário.